
O computador ainda é um produto de luxo no Brasil, praticamente inacessível à população de baixa renda. Um levantamento feito pela Associação Americana de Eletro-eletrônicos indica que apenas 2,7% da população brasileira hoje tem acesso a internet. Deste total, 90% estão nas classes A e B. Isto faz com que apenas 25 brasileiros em cada 1,000 tenham acesso a rede, contra 485 em cada 1,000 nos EUA.
A redução do preço final do computador ao consumidor beneficiaria principalmente a população de menor renda, aumentando as chances de competição dos mais pobres no concorrido mercado de trabalho. Estudos indicam que, havendo redução do custo do computador, haveria um acréscimo de até 11 milhões de consumidores.
O analfabetismo digital é um poderoso fator de exclusão social. A Argentina está tão preocupada em elevar a educação digital de sua população que iniciou um programa nacional para aumentar o acesso de população ao computador pôr meio de concessão de empréstimos subsidiados para a compra de PCs.
Recentemente, o Governo Federal, ciente da importância do computador e da internet no desenvolvimento digital da população brasileiro, prometeu disponibilizar um computador potente ao preço que varia de R$400 a R$500. Vários bancos estatais e privados também parecem ter-se conscientizado deste grande potencial, abrindo linhas de crédito para financiar a aquisição de PCs a juros mais baixos que os de mercado.
Além do benefício direto à população menos favorecida com relação ao acesso fácil ao computador e à informação digital, o aumento do número de PCs nas residências brasileiras incrementaria sobremaneira diversas áreas da nossa economia, desde a fabricação dos computadores e impressoras, ao acesso das telecomunicações e, finalmente na prestação de serviços de manutenção das máquinas.
Estamos só no começo da corrida. O importante é entender que não podemos nos dar ao luxo de ficar atrás numa área tão crítica que irá definir em qual dos mundos o Brasil será líder, do